A avaliação morfológica do esfregaço de sangue periférico continua sendo uma etapa fundamental da hematologia laboratorial, mesmo com a evolução dos analisadores automatizados.
Os equipamentos atuais realizam contagens celulares, diferenciação leucocitária, fornecem índices hematológicos e geram alertas capazes de direcionar a necessidade de revisão microscópica. Entretanto, quando a avaliação morfológica está indicada, a qualidade do esfregaço e da sua coloração é determinante para que o profissional possa reconhecer adequadamente as características das células sanguíneas.
Em 2026, o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) publicou a terceira edição do documento H20 – Reference Leukocyte Differential Count (Proportional) and Evaluation of Instrumental Methods, no qual a contagem diferencial visual em esfregaço sanguíneo permanece como método de referência para avaliação do desempenho de contadores diferenciais automatizados.
Portanto, automação e microscopia não devem ser vistas como métodos concorrentes. Na prática moderna, elas se complementam.
E é justamente nesse contexto que surge uma dúvida comum no laboratório:
- qual método de coloração utilizar?
Giemsa, May-Grünwald-Giemsa, Leishman, panótico rápido, corante em solução única ou coloração automatizada possuem características diferentes. Conhecer essas diferenças ajuda a selecionar a solução mais adequada para cada rotina.
1. Por que a coloração é tão importante na hematologia?
As estruturas celulares presentes no sangue possuem diferentes características químicas e afinidades tintoriais.
Os corantes hematológicos tornam visíveis detalhes importantes de:
- cromatina nuclear;
- citoplasma;
- granulações leucocitárias;
- eritrócitos;
- plaquetas;
- relação núcleo/citoplasma;
- inclusões e alterações morfológicas.
Essa diferenciação é possível pela interação entre componentes ácidos e básicos dos corantes e diferentes estruturas celulares.
Em colorações hematológicas derivadas do princípio de Romanowsky, componentes relacionados à eosina e aos derivados do azul de metileno interagem com diferentes estruturas celulares, produzindo o contraste necessário à avaliação microscópica.
O objetivo não é simplesmente produzir uma “lâmina colorida”, mas obter contraste, tonalidade e definição morfológica suficientemente padronizados para uma avaliação confiável.
A IU da Solução Tampão pH 6,8 Newprov reforça a importância do equilíbrio ácido-básico na coloração e mostra que alterações de pH podem deslocar o padrão tintorial para tons mais avermelhados ou mais basofílicos.
2. O princípio de Romanowsky
Grande parte das colorações tradicionais utilizadas em hematologia pertence à família das colorações de Romanowsky.
Embora existam diferentes formulações e técnicas, elas utilizam a interação entre componentes ácidos e básicos para diferenciar as estruturas das células sanguíneas.
Isso permite observar padrões característicos, como:
- eritrócitos predominantemente róseos;
- núcleos leucocitários em tonalidades violeta ou púrpura;
- citoplasma linfocitário azulado;
- granulações eosinofílicas alaranjadas ou avermelhadas;
- granulações basofílicas intensamente basofílicas.
A padronização da aparência celular é importante para que a avaliação morfológica seja reprodutível.
O International Council for Standardization in Haematology (ICSH) mantém recomendações específicas para padronização da nomenclatura e graduação das alterações morfológicas do sangue periférico, reforçando a importância da consistência na avaliação microscópica.
3. Giemsa: uma coloração hematológica clássica
O Corante de Giemsa Newprov é destinado à contagem diferencial em hematologia e apresenta afinidade importante por estruturas nucleares e cromatina.
Pode ser utilizado isoladamente ou associado ao May-Grünwald na técnica combinada May-Grünwald-Giemsa.
Na técnica de Giemsa simples descrita na Instrução de Uso Newprov, ocorre inicialmente a fixação com metanol e posteriormente a utilização do Giemsa diluído em água ou tampão fosfato pH 6,8 ± 0,2.
Quando o Giemsa pode ser interessante?
O Giemsa é uma opção tradicional para laboratórios que valorizam uma técnica amplamente conhecida e boa definição das estruturas nucleares.
Ele também apresenta aplicação importante fora da contagem diferencial hematológica.
Giemsa e diagnóstico da malária
A Organização Mundial da Saúde recomenda Giemsa para microscopia da malária, utilizando gota espessa e esfregaço delgado. (who.int)
O Ministério da Saúde brasileiro também contempla o método de Giemsa na investigação microscópica de Plasmodium. (gov.br)
Entretanto, é fundamental não confundir as aplicações: a técnica para diagnóstico da malária possui protocolo próprio, incluindo condições específicas de preparo, concentração, pH, fixação e tempo de coloração.
4. May-Grünwald-Giemsa: uma técnica combinada
O May-Grünwald possui afinidade por estruturas celulares ácidas e básicas citoplasmáticas e, segundo a IU Newprov, apresenta menor afinidade pela cromatina.
Na técnica May-Grünwald-Giemsa, o Giemsa complementa posteriormente a coloração, contribuindo para a definição das estruturas nucleares.
Na técnica Newprov:
May-Grünwald → 3 a 4 minutos
seguido da adição de:
- água ou Tampão Fosfato pH 6,8 ± 0,2 → 1 minuto
- e posteriormente:
Giemsa diluído → 15 a 20 minutos.
Principal característica
Trata-se de uma técnica tradicional, com diferentes etapas e maior tempo operacional quando comparada aos métodos rápidos.
Pode ser apropriada para laboratórios que já possuem o método MGG estabelecido e validado em sua rotina e valorizam sua característica tintorial.
5. Leishman: técnica tradicional com execução mais curta
O Corante de Leishman Newprov também é utilizado para contagem diferencial hematológica.
Segundo a IU, apresenta capacidade de corar estruturas celulares ácidas e básicas, tanto nucleares quanto citoplasmáticas.
Na técnica Newprov:
Leishman → 2 minutos
em seguida:
Tampão Fosfato pH 6,8 → mais 2 minutos
e finalmente:
- lavagem da lâmina.
A própria solução possui álcool metílico, e a IU explica que a transição da fase alcoólica para a aquosa após a adição do tampão participa efetivamente do processo de coloração.
Qual a principal vantagem?
Dentro dos protocolos Newprov, o Leishman oferece uma técnica tradicional com menor número de etapas e tempo inferior ao protocolo May-Grünwald-Giemsa.
Isso pode ser interessante para laboratórios que desejam combinar características de uma técnica convencional com maior agilidade operacional.
6. Instant Prov: Panótico Rápido para rotinas que precisam de agilidade
O Instant Prov Newprov é um sistema de coloração rápida em hematologia, também conhecido como Panótico Rápido.
Seu princípio é baseado em Romanowsky e o sistema utiliza três componentes sequenciais:
- Instant Prov I – fixação
- Instant Prov II – coloração
- Instant Prov III – coloração.
Na técnica rápida prevista na IU, a lâmina permanece aproximadamente:
5 segundos no Instant Prov I
5 segundos no Instant Prov II
5 segundos no Instant Prov III
com os respectivos intervalos de escorrimento antes da lavagem.
Existe também protocolo com tempos maiores para uma coloração mais realçada.
Principal vantagem: tempo
O grande diferencial operacional do Panótico Rápido é justamente a velocidade.
Isso pode favorecer:
- laboratórios com grande número de lâminas;
- situações em que há necessidade de uma preparação rápida para microscopia;
- rotinas nas quais simplicidade e padronização dos tempos são importantes.
Entretanto, uma técnica rápida continua exigindo atenção rigorosa ao procedimento.
Volume das soluções, imersão completa, tempo, escorrimento, lavagem e conservação das cubas influenciam o resultado final.
7. Single Prov: corante exclusivo Newprov em uma única solução
O Single Prov é um corante hematológico exclusivo da Newprov, desenvolvido com a proposta de simplificar e agilizar a coloração manual de extensões sanguíneas.
Enquanto o Instant Prov utiliza três soluções sequenciais, o Single Prov reúne componentes com características ácidas e básicas em uma única solução, permitindo a coloração de estruturas nucleares e citoplasmáticas das células sanguíneas.
Segundo sua Instrução de Uso:
- dispensa fixação prévia;
- não necessita de água tamponada ou tampão durante o procedimento;
- permite uma técnica rápida de coloração.
Na coloração de lâminas isoladas, o produto permanece sobre a extensão sanguínea por 1 a 5 minutos, seguido de lavagem e secagem ao ar. Também pode ser utilizado em cuba para coloração de várias lâminas.
Qual é o diferencial do Single Prov?
Seu principal diferencial está na simplificação do processo de coloração: uma única solução substitui uma sequência de diferentes reagentes durante o procedimento descrito na IU.
Por ser um corante exclusivo Newprov, o Single Prov amplia as possibilidades da linha de hematologia para laboratórios que buscam uma técnica manual rápida, com menor número de etapas e sem necessidade de fixação prévia ou utilização de tampão durante a coloração.
Isso pode contribuir para simplificar:
- a organização da bancada;
- o número de reagentes manipulados;
- o treinamento da equipe;
- a execução de rotinas manuais;
- a padronização do procedimento.
A escolha deve sempre considerar a finalidade da análise e a validação do método pelo laboratório.
8. E quando o laboratório possui corador hematológico automatizado?
A automação também está presente na preparação e coloração dos esfregaços sanguíneos.
Existem equipamentos capazes de automatizar etapas como preparo da extensão, fixação, aplicação dos corantes, lavagem e secagem.
No Brasil, procedimentos de serviços públicos já descrevem unidades automatizadas que preparam e coram esfregaços sanguíneos destinados à análise diferencial e à avaliação microscópica de leucócitos e eritrócitos. (gov.br)
A automação pode ser particularmente interessante em laboratórios que apresentam:
- grande volume de lâminas;
- necessidade de maior padronização entre operadores;
- integração com linhas automatizadas;
- necessidade de reduzir manipulações manuais repetitivas.
Isso não significa que o equipamento elimine a necessidade de controle de qualidade. Reagentes, equipamento, parâmetros de tempo, manutenção e qualidade das lâminas precisam fazer parte do sistema da qualidade do laboratório.
9. Easycolor Newprov: Wright-Giemsa para coradores automatizados
Para laboratórios que utilizam coradores hematológicos automatizados, a Newprov possui o Easycolor.
O Easycolor é um corante Wright-Giemsa destinado à contagem diferencial em hematologia em coradores automatizados.
Sua formulação combina componentes segundo Wright e Giemsa.
Segundo a IU Newprov, sua finalidade é corar estruturas celulares ácidas e básicas, tanto citoplasmáticas quanto nucleares, em sistemas automatizados.
A técnica e o tempo de coloração variam de acordo com o corador automatizado utilizado.
O produto exige condição de pH neutro especificada na IU como 6,8 ± 0,2.
Qual a vantagem de uma solução específica para automação?
Uma solução destinada a coradores automatizados permite integrar o reagente ao fluxo do equipamento e reduzir variações associadas à execução manual.
Na prática, a combinação corador + reagente + parâmetros definidos e validados pelo laboratório é que deve assegurar a qualidade final da lâmina.
Não é correto afirmar que a coloração automatizada seja necessariamente superior à manual em todas as situações. O principal benefício está relacionado à padronização operacional, produtividade e capacidade de processamento, desde que o sistema esteja adequadamente validado e controlado.
10. Easyclean: limpeza do corador e fixação das lâminas
A automação exige também atenção ao próprio equipamento.
O Easyclean Newprov foi desenvolvido como líquido para limpeza de coradores hematológicos automatizados e também pode ser utilizado para a fixação das lâminas.
Segundo a IU, sua finalidade é:
- realizar a limpeza do corador hematológico automatizado;
- permitir a fixação das lâminas.
A substância responsável pela tonalidade característica do Easyclean não interfere na coloração final das lâminas.
O controle de qualidade do produto inclui avaliação físico-química e avaliação tintorial das extensões sanguíneas após sua utilização como fixador.
Por que a limpeza do corador importa?
Em sistemas automatizados, o desempenho não depende apenas do corante.
Manutenção, limpeza, ausência de precipitados, conservação dos circuitos e condições adequadas dos componentes envolvidos no processo também contribuem para a consistência operacional.
Por isso, os procedimentos de limpeza devem seguir as orientações do fabricante do corador, juntamente com a Instrução de Uso do reagente utilizado.
11. Coloração manual, rápida ou automatizada: qual escolher?
Não existe uma única resposta para todos os laboratórios.
| Solução | Tipo de processo | Principal característica |
|---|---|---|
| Giemsa | Manual tradicional | Coloração clássica com importante afinidade por estruturas nucleares |
| May-Grünwald-Giemsa | Manual tradicional | Técnica combinada em várias etapas |
| Leishman | Manual tradicional | Procedimento tradicional relativamente curto |
| Instant Prov | Manual rápido | Panótico Rápido em três soluções |
| Single Prov – exclusivo Newprov | Manual rápido | Uma única solução, sem fixação prévia e sem tampão durante o procedimento |
| Easycolor | Automatizado | Wright-Giemsa para coradores hematológicos automatizados |
| Easyclean | Automação / suporte | Limpeza do corador e fixação das lâminas |
| Tampão pH 6,8 | Auxiliar | Padronização do pH nas técnicas em que seu uso está indicado |
A escolha deve considerar:
- finalidade da análise;
- volume de lâminas;
- estrutura do laboratório;
- existência ou não de automação;
- tempo desejado para processamento;
- método já validado;
- experiência da equipe;
- características tintoriais desejadas;
- controles disponíveis.
O melhor método é aquele adequado à finalidade, validado e consistentemente executado pelo laboratório.
12. Qual é a importância do pH?
O pH tem impacto direto sobre o equilíbrio das colorações hematológicas tipo Romanowsky.
A IU da Solução Tampão pH 6,8 Newprov explica que condições mais ácidas favorecem a ação da eosina e podem produzir uma lâmina mais avermelhada, enquanto condições mais alcalinas favorecem tonalidades mais basofílicas e azuladas.
A Solução Tampão pH 6,8 Newprov foi desenvolvida especificamente para colorações hematológicas.
Ela pode substituir a água nas técnicas para as quais seu uso está previsto.
É importante, entretanto, observar o protocolo específico de cada aplicação.
No diagnóstico microscópico da malária, por exemplo, a OMS recomenda Giemsa com água tamponada em pH 7,2, demonstrando por que não se deve utilizar automaticamente o mesmo pH para todas as aplicações. (who.int)
13. Lâmina muito azul ou muito vermelha: o problema é o corante?
Nem sempre.
Uma coloração inadequada pode estar relacionada a diferentes variáveis:
- pH da água ou tampão;
- tempo excessivo ou insuficiente;
- diluição inadequada;
- preparo do esfregaço;
- lavagem;
- secagem;
- conservação dos reagentes;
- evaporação de componentes alcoólicos;
- precipitados;
- contaminação das soluções;
- condição do corador automatizado;
- parâmetros incorretos do equipamento.
Por isso, diante de uma alteração tintorial, a investigação deve avaliar o processo completo, e não apenas o frasco do corante.
14. Automação não elimina a necessidade da avaliação microscópica
A evolução dos analisadores hematológicos trouxe ganhos importantes de produtividade, precisão e capacidade de triagem.
Entretanto, a avaliação do esfregaço continua relevante quando há indicação de revisão morfológica.
O CLSI H20, terceira edição, publicado em 2026, continua utilizando a contagem diferencial visual no esfregaço como método de referência para avaliação de sistemas automatizados de diferencial leucocitário. (clsi.org)
O ICSH também mantém recomendações para padronização da identificação e descrição das alterações morfológicas das células do sangue periférico. (icsh.org)
Mais recentemente, o ICSH também vem incorporando a análise morfológica digital e métodos automatizados às suas recomendações, demonstrando que a hematologia moderna caminha para a integração entre automação, imagem digital e conhecimento morfológico, e não para a simples substituição da microscopia. (icsh.org)
15. Controle de qualidade da coloração hematológica
Uma boa coloração precisa ser reprodutível.
Entre os aspectos que devem ser controlados pelo laboratório estão:
- qualidade do esfregaço;
- lote e validade dos reagentes;
- condições de armazenamento;
- pH, quando aplicável;
- tempo de coloração;
- estado das soluções;
- presença de precipitados;
- limpeza de cubas e equipamentos;
- desempenho tintorial;
- competência dos profissionais que realizam e interpretam o procedimento.
As IUs Newprov orientam controle a cada nova partida de reagentes e em periodicidade definida pelo laboratório.
Para sistemas automatizados, os conceitos de validação, verificação e garantia da qualidade também são fundamentais.
Para lembrar na rotina de hematologia
- A avaliação morfológica do esfregaço continua sendo parte importante da hematologia.
- As colorações de Romanowsky permitem diferenciar estruturas nucleares e citoplasmáticas.
- Giemsa, May-Grünwald-Giemsa e Leishman são métodos tradicionais com características e tempos diferentes.
- Instant Prov é um Panótico Rápido em três soluções.
- Single Prov é um corante exclusivo Newprov, em solução única, que dispensa fixação prévia e tampão durante seu procedimento.
- Easycolor é um Wright-Giemsa desenvolvido para coloração diferencial em coradores hematológicos automatizados.
- Easyclean é destinado à limpeza dos coradores automatizados e também à fixação das lâminas.
- Tampão pH 6,8 auxilia na padronização das colorações hematológicas para as técnicas em que seu uso está indicado.
- O pH pode alterar significativamente o equilíbrio entre tonalidades eosinofílicas e basofílicas.
- Uma alteração da coloração deve levar à investigação de todo o processo, e não apenas do corante.
- A automação pode melhorar padronização e produtividade, mas exige validação, controle e manutenção adequados.
Uma linha de corantes para diferentes perfis de laboratório
A hematologia atual reúne diferentes realidades.
Há laboratórios que mantêm técnicas tradicionais, serviços que precisam de coloração manual rápida e estruturas de maior volume que utilizam coradores hematológicos automatizados.
A linha de hematologia da Newprov oferece soluções para essas diferentes necessidades:
- Giemsa – técnica clássica com importante definição de estruturas nucleares;
- May-Grünwald – utilizado na técnica combinada May-Grünwald-Giemsa;
- Leishman – técnica tradicional com procedimento relativamente curto;
- Instant Prov – Panótico Rápido em três componentes;
- Single Prov – exclusivo Newprov – corante hematológico em solução única, desenvolvido para simplificar e agilizar a coloração manual;
- Easycolor – corante Wright-Giemsa para coradores hematológicos automatizados;
- Easyclean – solução para limpeza de coradores automatizados e fixação das lâminas;
- Solução Tampão pH 6,8 – auxiliar para padronização das técnicas hematológicas aplicáveis.
A escolha deve sempre considerar a finalidade, o método validado, a estrutura do laboratório e a Instrução de Uso vigente de cada produto.
Dúvidas sobre qual solução é mais adequada para a rotina do seu laboratório? Entre em contato com o SAC Newprov: [email protected]
Newprov – Por respeito à vida.
Perguntas frequentes sobre corantes para hematologia
Qual é o melhor corante para hematologia?
Não existe um único corante superior para todas as aplicações. A escolha depende da finalidade da análise, do método validado, do volume de lâminas, da necessidade de rapidez, da disponibilidade de automação e das características tintoriais desejadas.
Qual a diferença entre Giemsa, Leishman e Panótico Rápido?
Giemsa e Leishman são métodos tradicionais de coloração hematológica, com formulações e procedimentos próprios. O Panótico Rápido utiliza uma sequência curta de soluções e foi desenvolvido para reduzir o tempo de coloração.
Qual a diferença entre Instant Prov e Single Prov?
O Instant Prov utiliza três soluções sequenciais. O Single Prov, exclusivo Newprov, utiliza uma única solução e, conforme sua Instrução de Uso, dispensa fixação prévia e o uso de tampão durante o procedimento.
Existe corante para corador hematológico automatizado?
Sim. O Easycolor Newprov é um corante Wright-Giemsa destinado à contagem diferencial em hematologia em coradores automatizados.
Para que serve o Easyclean?
O Easyclean é destinado à limpeza de coradores hematológicos automatizados e também pode ser utilizado para a fixação das lâminas, conforme sua Instrução de Uso.
Para que serve o tampão pH 6,8 em hematologia?
O tampão auxilia na manutenção do pH adequado nas técnicas em que essa condição é requerida. Alterações de pH podem modificar significativamente as tonalidades observadas na lâmina.
Referências técnico-científicas
- Clinical and Laboratory Standards Institute – CLSI. H20 – Reference Leukocyte Differential Count (Proportional) and Evaluation of Instrumental Methods. 3rd ed. 2026.
- International Council for Standardization in Haematology – ICSH. Recommendations for the Standardization of Nomenclature and Grading of Peripheral Blood Cell Morphological Features.
- ICSH. Guidelines for the Evaluation of Blood Cell Analysers including those used for Differential Leucocyte and Reticulocyte Counting.
- ICSH. Digital morphology analyzers in hematology: ICSH review and recommendations.
- Ministério da Saúde. Guia para Diagnóstico Laboratorial em Saúde Pública. Aplicável às situações específicas contempladas no documento, incluindo microscopia de Plasmodium.
- World Health Organization. Malaria Microscopy Standard Operating Procedures.
- Newprov Produtos para Laboratório Ltda. Instruções de Uso vigentes dos produtos Giemsa, May-Grünwald, Leishman, Instant Prov, Single Prov, Easycolor, Easyclean e Solução Tampão pH 6,8.
Conteúdo técnico-informativo destinado a profissionais da saúde. A seleção, validação, execução e interpretação das técnicas devem considerar a finalidade do exame, a estrutura do laboratório, as recomendações aplicáveis e as Instruções de Uso vigentes.
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