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Boas práticas laboratoriais · 16/08/2026

Corantes para hematologia: diferenças entre Giemsa, Leishman, May-Grünwald, Panótico Rápido e coloração automatizada

A avaliação morfológica do esfregaço de sangue periférico continua sendo uma etapa fundamental da hematologia laboratorial, mesmo com a evolução dos analisadores automatizados.

Os equipamentos atuais realizam contagens celulares, diferenciação leucocitária, fornecem índices hematológicos e geram alertas capazes de direcionar a necessidade de revisão microscópica. Entretanto, quando a avaliação morfológica está indicada, a qualidade do esfregaço e da sua coloração é determinante para que o profissional possa reconhecer adequadamente as características das células sanguíneas.

Em 2026, o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) publicou a terceira edição do documento H20 – Reference Leukocyte Differential Count (Proportional) and Evaluation of Instrumental Methods, no qual a contagem diferencial visual em esfregaço sanguíneo permanece como método de referência para avaliação do desempenho de contadores diferenciais automatizados.

Portanto, automação e microscopia não devem ser vistas como métodos concorrentes. Na prática moderna, elas se complementam.

E é justamente nesse contexto que surge uma dúvida comum no laboratório:

  • qual método de coloração utilizar?

Giemsa, May-Grünwald-Giemsa, Leishman, panótico rápido, corante em solução única ou coloração automatizada possuem características diferentes. Conhecer essas diferenças ajuda a selecionar a solução mais adequada para cada rotina.

1. Por que a coloração é tão importante na hematologia?

As estruturas celulares presentes no sangue possuem diferentes características químicas e afinidades tintoriais.

Os corantes hematológicos tornam visíveis detalhes importantes de:

  • cromatina nuclear;
  • citoplasma;
  • granulações leucocitárias;
  • eritrócitos;
  • plaquetas;
  • relação núcleo/citoplasma;
  • inclusões e alterações morfológicas.

Essa diferenciação é possível pela interação entre componentes ácidos e básicos dos corantes e diferentes estruturas celulares.

Em colorações hematológicas derivadas do princípio de Romanowsky, componentes relacionados à eosina e aos derivados do azul de metileno interagem com diferentes estruturas celulares, produzindo o contraste necessário à avaliação microscópica.

O objetivo não é simplesmente produzir uma “lâmina colorida”, mas obter contraste, tonalidade e definição morfológica suficientemente padronizados para uma avaliação confiável.

A IU da Solução Tampão pH 6,8 Newprov reforça a importância do equilíbrio ácido-básico na coloração e mostra que alterações de pH podem deslocar o padrão tintorial para tons mais avermelhados ou mais basofílicos.

2. O princípio de Romanowsky

Grande parte das colorações tradicionais utilizadas em hematologia pertence à família das colorações de Romanowsky.

Embora existam diferentes formulações e técnicas, elas utilizam a interação entre componentes ácidos e básicos para diferenciar as estruturas das células sanguíneas.

Isso permite observar padrões característicos, como:

  • eritrócitos predominantemente róseos;
  • núcleos leucocitários em tonalidades violeta ou púrpura;
  • citoplasma linfocitário azulado;
  • granulações eosinofílicas alaranjadas ou avermelhadas;
  • granulações basofílicas intensamente basofílicas.

A padronização da aparência celular é importante para que a avaliação morfológica seja reprodutível.

O International Council for Standardization in Haematology (ICSH) mantém recomendações específicas para padronização da nomenclatura e graduação das alterações morfológicas do sangue periférico, reforçando a importância da consistência na avaliação microscópica.

3. Giemsa: uma coloração hematológica clássica

O Corante de Giemsa Newprov é destinado à contagem diferencial em hematologia e apresenta afinidade importante por estruturas nucleares e cromatina.

Pode ser utilizado isoladamente ou associado ao May-Grünwald na técnica combinada May-Grünwald-Giemsa.

Na técnica de Giemsa simples descrita na Instrução de Uso Newprov, ocorre inicialmente a fixação com metanol e posteriormente a utilização do Giemsa diluído em água ou tampão fosfato pH 6,8 ± 0,2.

Quando o Giemsa pode ser interessante?

O Giemsa é uma opção tradicional para laboratórios que valorizam uma técnica amplamente conhecida e boa definição das estruturas nucleares.

Ele também apresenta aplicação importante fora da contagem diferencial hematológica.

Giemsa e diagnóstico da malária

A Organização Mundial da Saúde recomenda Giemsa para microscopia da malária, utilizando gota espessa e esfregaço delgado. (who.int)

O Ministério da Saúde brasileiro também contempla o método de Giemsa na investigação microscópica de Plasmodium. (gov.br)

Entretanto, é fundamental não confundir as aplicações: a técnica para diagnóstico da malária possui protocolo próprio, incluindo condições específicas de preparo, concentração, pH, fixação e tempo de coloração.

4. May-Grünwald-Giemsa: uma técnica combinada

O May-Grünwald possui afinidade por estruturas celulares ácidas e básicas citoplasmáticas e, segundo a IU Newprov, apresenta menor afinidade pela cromatina.

Na técnica May-Grünwald-Giemsa, o Giemsa complementa posteriormente a coloração, contribuindo para a definição das estruturas nucleares.

Na técnica Newprov:

May-Grünwald → 3 a 4 minutos

seguido da adição de:

  • água ou Tampão Fosfato pH 6,8 ± 0,2 → 1 minuto
  • e posteriormente:

Giemsa diluído → 15 a 20 minutos.

Principal característica

Trata-se de uma técnica tradicional, com diferentes etapas e maior tempo operacional quando comparada aos métodos rápidos.

Pode ser apropriada para laboratórios que já possuem o método MGG estabelecido e validado em sua rotina e valorizam sua característica tintorial.

5. Leishman: técnica tradicional com execução mais curta

O Corante de Leishman Newprov também é utilizado para contagem diferencial hematológica.

Segundo a IU, apresenta capacidade de corar estruturas celulares ácidas e básicas, tanto nucleares quanto citoplasmáticas.

Na técnica Newprov:

Leishman → 2 minutos

em seguida:

Tampão Fosfato pH 6,8 → mais 2 minutos

e finalmente:

  • lavagem da lâmina.

A própria solução possui álcool metílico, e a IU explica que a transição da fase alcoólica para a aquosa após a adição do tampão participa efetivamente do processo de coloração.

Qual a principal vantagem?

Dentro dos protocolos Newprov, o Leishman oferece uma técnica tradicional com menor número de etapas e tempo inferior ao protocolo May-Grünwald-Giemsa.

Isso pode ser interessante para laboratórios que desejam combinar características de uma técnica convencional com maior agilidade operacional.

6. Instant Prov: Panótico Rápido para rotinas que precisam de agilidade

O Instant Prov Newprov é um sistema de coloração rápida em hematologia, também conhecido como Panótico Rápido.

Seu princípio é baseado em Romanowsky e o sistema utiliza três componentes sequenciais:

  • Instant Prov I – fixação
  • Instant Prov II – coloração
  • Instant Prov III – coloração.

Na técnica rápida prevista na IU, a lâmina permanece aproximadamente:

5 segundos no Instant Prov I

5 segundos no Instant Prov II

5 segundos no Instant Prov III

com os respectivos intervalos de escorrimento antes da lavagem.

Existe também protocolo com tempos maiores para uma coloração mais realçada.

Principal vantagem: tempo

O grande diferencial operacional do Panótico Rápido é justamente a velocidade.

Isso pode favorecer:

  • laboratórios com grande número de lâminas;
  • situações em que há necessidade de uma preparação rápida para microscopia;
  • rotinas nas quais simplicidade e padronização dos tempos são importantes.

Entretanto, uma técnica rápida continua exigindo atenção rigorosa ao procedimento.

Volume das soluções, imersão completa, tempo, escorrimento, lavagem e conservação das cubas influenciam o resultado final.

7. Single Prov: corante exclusivo Newprov em uma única solução

O Single Prov é um corante hematológico exclusivo da Newprov, desenvolvido com a proposta de simplificar e agilizar a coloração manual de extensões sanguíneas.

Enquanto o Instant Prov utiliza três soluções sequenciais, o Single Prov reúne componentes com características ácidas e básicas em uma única solução, permitindo a coloração de estruturas nucleares e citoplasmáticas das células sanguíneas.

Segundo sua Instrução de Uso:

  • dispensa fixação prévia;
  • não necessita de água tamponada ou tampão durante o procedimento;
  • permite uma técnica rápida de coloração.

Na coloração de lâminas isoladas, o produto permanece sobre a extensão sanguínea por 1 a 5 minutos, seguido de lavagem e secagem ao ar. Também pode ser utilizado em cuba para coloração de várias lâminas.

Qual é o diferencial do Single Prov?

Seu principal diferencial está na simplificação do processo de coloração: uma única solução substitui uma sequência de diferentes reagentes durante o procedimento descrito na IU.

Por ser um corante exclusivo Newprov, o Single Prov amplia as possibilidades da linha de hematologia para laboratórios que buscam uma técnica manual rápida, com menor número de etapas e sem necessidade de fixação prévia ou utilização de tampão durante a coloração.

Isso pode contribuir para simplificar:

  • a organização da bancada;
  • o número de reagentes manipulados;
  • o treinamento da equipe;
  • a execução de rotinas manuais;
  • a padronização do procedimento.

A escolha deve sempre considerar a finalidade da análise e a validação do método pelo laboratório.

8. E quando o laboratório possui corador hematológico automatizado?

A automação também está presente na preparação e coloração dos esfregaços sanguíneos.

Existem equipamentos capazes de automatizar etapas como preparo da extensão, fixação, aplicação dos corantes, lavagem e secagem.

No Brasil, procedimentos de serviços públicos já descrevem unidades automatizadas que preparam e coram esfregaços sanguíneos destinados à análise diferencial e à avaliação microscópica de leucócitos e eritrócitos. (gov.br)

A automação pode ser particularmente interessante em laboratórios que apresentam:

  • grande volume de lâminas;
  • necessidade de maior padronização entre operadores;
  • integração com linhas automatizadas;
  • necessidade de reduzir manipulações manuais repetitivas.

Isso não significa que o equipamento elimine a necessidade de controle de qualidade. Reagentes, equipamento, parâmetros de tempo, manutenção e qualidade das lâminas precisam fazer parte do sistema da qualidade do laboratório.

9. Easycolor Newprov: Wright-Giemsa para coradores automatizados

Para laboratórios que utilizam coradores hematológicos automatizados, a Newprov possui o Easycolor.

O Easycolor é um corante Wright-Giemsa destinado à contagem diferencial em hematologia em coradores automatizados.

Sua formulação combina componentes segundo Wright e Giemsa.

Segundo a IU Newprov, sua finalidade é corar estruturas celulares ácidas e básicas, tanto citoplasmáticas quanto nucleares, em sistemas automatizados.

A técnica e o tempo de coloração variam de acordo com o corador automatizado utilizado.

O produto exige condição de pH neutro especificada na IU como 6,8 ± 0,2.

Qual a vantagem de uma solução específica para automação?

Uma solução destinada a coradores automatizados permite integrar o reagente ao fluxo do equipamento e reduzir variações associadas à execução manual.

Na prática, a combinação corador + reagente + parâmetros definidos e validados pelo laboratório é que deve assegurar a qualidade final da lâmina.

Não é correto afirmar que a coloração automatizada seja necessariamente superior à manual em todas as situações. O principal benefício está relacionado à padronização operacional, produtividade e capacidade de processamento, desde que o sistema esteja adequadamente validado e controlado.

10. Easyclean: limpeza do corador e fixação das lâminas

A automação exige também atenção ao próprio equipamento.

O Easyclean Newprov foi desenvolvido como líquido para limpeza de coradores hematológicos automatizados e também pode ser utilizado para a fixação das lâminas.

Segundo a IU, sua finalidade é:

  • realizar a limpeza do corador hematológico automatizado;
  • permitir a fixação das lâminas.

A substância responsável pela tonalidade característica do Easyclean não interfere na coloração final das lâminas.

O controle de qualidade do produto inclui avaliação físico-química e avaliação tintorial das extensões sanguíneas após sua utilização como fixador.

Por que a limpeza do corador importa?

Em sistemas automatizados, o desempenho não depende apenas do corante.

Manutenção, limpeza, ausência de precipitados, conservação dos circuitos e condições adequadas dos componentes envolvidos no processo também contribuem para a consistência operacional.

Por isso, os procedimentos de limpeza devem seguir as orientações do fabricante do corador, juntamente com a Instrução de Uso do reagente utilizado.

11. Coloração manual, rápida ou automatizada: qual escolher?

Não existe uma única resposta para todos os laboratórios.

SoluçãoTipo de processoPrincipal característica
GiemsaManual tradicionalColoração clássica com importante afinidade por estruturas nucleares
May-Grünwald-GiemsaManual tradicionalTécnica combinada em várias etapas
LeishmanManual tradicionalProcedimento tradicional relativamente curto
Instant ProvManual rápidoPanótico Rápido em três soluções
Single Prov – exclusivo NewprovManual rápidoUma única solução, sem fixação prévia e sem tampão durante o procedimento
EasycolorAutomatizadoWright-Giemsa para coradores hematológicos automatizados
EasycleanAutomação / suporteLimpeza do corador e fixação das lâminas
Tampão pH 6,8AuxiliarPadronização do pH nas técnicas em que seu uso está indicado

A escolha deve considerar:

  • finalidade da análise;
  • volume de lâminas;
  • estrutura do laboratório;
  • existência ou não de automação;
  • tempo desejado para processamento;
  • método já validado;
  • experiência da equipe;
  • características tintoriais desejadas;
  • controles disponíveis.

O melhor método é aquele adequado à finalidade, validado e consistentemente executado pelo laboratório.

12. Qual é a importância do pH?

O pH tem impacto direto sobre o equilíbrio das colorações hematológicas tipo Romanowsky.

A IU da Solução Tampão pH 6,8 Newprov explica que condições mais ácidas favorecem a ação da eosina e podem produzir uma lâmina mais avermelhada, enquanto condições mais alcalinas favorecem tonalidades mais basofílicas e azuladas.

A Solução Tampão pH 6,8 Newprov foi desenvolvida especificamente para colorações hematológicas.

Ela pode substituir a água nas técnicas para as quais seu uso está previsto.

É importante, entretanto, observar o protocolo específico de cada aplicação.

No diagnóstico microscópico da malária, por exemplo, a OMS recomenda Giemsa com água tamponada em pH 7,2, demonstrando por que não se deve utilizar automaticamente o mesmo pH para todas as aplicações. (who.int)

13. Lâmina muito azul ou muito vermelha: o problema é o corante?

Nem sempre.

Uma coloração inadequada pode estar relacionada a diferentes variáveis:

  • pH da água ou tampão;
  • tempo excessivo ou insuficiente;
  • diluição inadequada;
  • preparo do esfregaço;
  • lavagem;
  • secagem;
  • conservação dos reagentes;
  • evaporação de componentes alcoólicos;
  • precipitados;
  • contaminação das soluções;
  • condição do corador automatizado;
  • parâmetros incorretos do equipamento.

Por isso, diante de uma alteração tintorial, a investigação deve avaliar o processo completo, e não apenas o frasco do corante.

14. Automação não elimina a necessidade da avaliação microscópica

A evolução dos analisadores hematológicos trouxe ganhos importantes de produtividade, precisão e capacidade de triagem.

Entretanto, a avaliação do esfregaço continua relevante quando há indicação de revisão morfológica.

O CLSI H20, terceira edição, publicado em 2026, continua utilizando a contagem diferencial visual no esfregaço como método de referência para avaliação de sistemas automatizados de diferencial leucocitário. (clsi.org)

O ICSH também mantém recomendações para padronização da identificação e descrição das alterações morfológicas das células do sangue periférico. (icsh.org)

Mais recentemente, o ICSH também vem incorporando a análise morfológica digital e métodos automatizados às suas recomendações, demonstrando que a hematologia moderna caminha para a integração entre automação, imagem digital e conhecimento morfológico, e não para a simples substituição da microscopia. (icsh.org)

15. Controle de qualidade da coloração hematológica

Uma boa coloração precisa ser reprodutível.

Entre os aspectos que devem ser controlados pelo laboratório estão:

  • qualidade do esfregaço;
  • lote e validade dos reagentes;
  • condições de armazenamento;
  • pH, quando aplicável;
  • tempo de coloração;
  • estado das soluções;
  • presença de precipitados;
  • limpeza de cubas e equipamentos;
  • desempenho tintorial;
  • competência dos profissionais que realizam e interpretam o procedimento.

As IUs Newprov orientam controle a cada nova partida de reagentes e em periodicidade definida pelo laboratório.

Para sistemas automatizados, os conceitos de validação, verificação e garantia da qualidade também são fundamentais.

Para lembrar na rotina de hematologia

  • A avaliação morfológica do esfregaço continua sendo parte importante da hematologia.
  • As colorações de Romanowsky permitem diferenciar estruturas nucleares e citoplasmáticas.
  • Giemsa, May-Grünwald-Giemsa e Leishman são métodos tradicionais com características e tempos diferentes.
  • Instant Prov é um Panótico Rápido em três soluções.
  • Single Prov é um corante exclusivo Newprov, em solução única, que dispensa fixação prévia e tampão durante seu procedimento.
  • Easycolor é um Wright-Giemsa desenvolvido para coloração diferencial em coradores hematológicos automatizados.
  • Easyclean é destinado à limpeza dos coradores automatizados e também à fixação das lâminas.
  • Tampão pH 6,8 auxilia na padronização das colorações hematológicas para as técnicas em que seu uso está indicado.
  • O pH pode alterar significativamente o equilíbrio entre tonalidades eosinofílicas e basofílicas.
  • Uma alteração da coloração deve levar à investigação de todo o processo, e não apenas do corante.
  • A automação pode melhorar padronização e produtividade, mas exige validação, controle e manutenção adequados.

Uma linha de corantes para diferentes perfis de laboratório

A hematologia atual reúne diferentes realidades.

Há laboratórios que mantêm técnicas tradicionais, serviços que precisam de coloração manual rápida e estruturas de maior volume que utilizam coradores hematológicos automatizados.

A linha de hematologia da Newprov oferece soluções para essas diferentes necessidades:

  • Giemsa – técnica clássica com importante definição de estruturas nucleares;
  • May-Grünwald – utilizado na técnica combinada May-Grünwald-Giemsa;
  • Leishman – técnica tradicional com procedimento relativamente curto;
  • Instant Prov – Panótico Rápido em três componentes;
  • Single Prov – exclusivo Newprov – corante hematológico em solução única, desenvolvido para simplificar e agilizar a coloração manual;
  • Easycolor – corante Wright-Giemsa para coradores hematológicos automatizados;
  • Easyclean – solução para limpeza de coradores automatizados e fixação das lâminas;
  • Solução Tampão pH 6,8 – auxiliar para padronização das técnicas hematológicas aplicáveis.

A escolha deve sempre considerar a finalidade, o método validado, a estrutura do laboratório e a Instrução de Uso vigente de cada produto.

Dúvidas sobre qual solução é mais adequada para a rotina do seu laboratório? Entre em contato com o SAC Newprov: [email protected]

Newprov – Por respeito à vida.

Perguntas frequentes sobre corantes para hematologia

Qual é o melhor corante para hematologia?

Não existe um único corante superior para todas as aplicações. A escolha depende da finalidade da análise, do método validado, do volume de lâminas, da necessidade de rapidez, da disponibilidade de automação e das características tintoriais desejadas.

Qual a diferença entre Giemsa, Leishman e Panótico Rápido?

Giemsa e Leishman são métodos tradicionais de coloração hematológica, com formulações e procedimentos próprios. O Panótico Rápido utiliza uma sequência curta de soluções e foi desenvolvido para reduzir o tempo de coloração.

Qual a diferença entre Instant Prov e Single Prov?

O Instant Prov utiliza três soluções sequenciais. O Single Prov, exclusivo Newprov, utiliza uma única solução e, conforme sua Instrução de Uso, dispensa fixação prévia e o uso de tampão durante o procedimento.

Existe corante para corador hematológico automatizado?

Sim. O Easycolor Newprov é um corante Wright-Giemsa destinado à contagem diferencial em hematologia em coradores automatizados.

Para que serve o Easyclean?

O Easyclean é destinado à limpeza de coradores hematológicos automatizados e também pode ser utilizado para a fixação das lâminas, conforme sua Instrução de Uso.

Para que serve o tampão pH 6,8 em hematologia?

O tampão auxilia na manutenção do pH adequado nas técnicas em que essa condição é requerida. Alterações de pH podem modificar significativamente as tonalidades observadas na lâmina.

Referências técnico-científicas

  1. Clinical and Laboratory Standards Institute – CLSI. H20 – Reference Leukocyte Differential Count (Proportional) and Evaluation of Instrumental Methods. 3rd ed. 2026.
  2. International Council for Standardization in Haematology – ICSH. Recommendations for the Standardization of Nomenclature and Grading of Peripheral Blood Cell Morphological Features.
  3. ICSH. Guidelines for the Evaluation of Blood Cell Analysers including those used for Differential Leucocyte and Reticulocyte Counting.
  4. ICSH. Digital morphology analyzers in hematology: ICSH review and recommendations.
  5. Ministério da Saúde. Guia para Diagnóstico Laboratorial em Saúde Pública. Aplicável às situações específicas contempladas no documento, incluindo microscopia de Plasmodium.
  6. World Health Organization. Malaria Microscopy Standard Operating Procedures.
  7. Newprov Produtos para Laboratório Ltda. Instruções de Uso vigentes dos produtos Giemsa, May-Grünwald, Leishman, Instant Prov, Single Prov, Easycolor, Easyclean e Solução Tampão pH 6,8.

Conteúdo técnico-informativo destinado a profissionais da saúde. A seleção, validação, execução e interpretação das técnicas devem considerar a finalidade do exame, a estrutura do laboratório, as recomendações aplicáveis e as Instruções de Uso vigentes.

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