QUADRO CLÍNICO: Uma criança com 7 anos de idade foi levada pela mãe ao posto de saúde com uma história de febre, vômitos por uma semana e convulsões por 3 dias. Ao exame físico a criança apresentou uma febre de 38,5°C, contínuas convulsões e pupilas reativas. Na seqüência houve perda progressiva da consciência até que a criança entrou em coma. Não foram encontradas alterações significativas no sistema cardiovascular e respiratório, e nem no exame abdominal. Foi realizada uma tomografia computadorizada que revelou a presença de um achatamento moderado das cisternas basais e uma coleção fina, hipodensa e bilateral nas convexidades frontais, sugerindo a formação de um higroma ou efusão subdural. Questionada sobre os hábitos da criança, a mãe revelou que nos dias quentes o menino costumava brincar em poças d'água em uma região de cavas de extração de areia nas proximidades de sua residência, e que nenhum fato novo era de seu conhecimento. Foi realizado um hemograma, uma dosagem de eletrólitos sangüíneos e uma coleta de líquido cefalorraquidiano (LCR) para exames bioquímicos e microbiológicos. Após 2 dias de internamento a criança evoluiu a óbito. Foi autorizada pela família uma necrópsia, que revelou a presença de trofozoítos no cérebro, rodeados por zonas hemorrágicas.(figura 2) A criança apresentou uma concentração de hemoglobina de 10,2 g/dl com uma contagem de leucócitos de 7.300 / l e uma contagem de plaquetas normais.
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