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Caso Clínico: 16 Mes/Ano: Agosto-Setembro/2002

QUADRO CLÍNICO:

Paciente do sexo feminino, com 15 anos de idade, chegou ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal intensa. Ao exame físico a temperatura foi de 38,5°C, e foram solicitados hemograma, parcial de urina e urocultura, além de um teste de gravidez. Na anamnese a paciente relatou ter iniciado sua vida sexual há cerca de 2 anos, e que recentemente começara a sair com um novo namorado. Nunca utilizou preservativos nas relações. O exame pélvico revelou hipersensibilidade do abdome e uma secreção cervical purulenta, tendo sido obtidas amostras da secreção para exame bacteriológico.

HEMOGRAMA: URINÁLISE: UROCULTURA:
Valores observados:
Leucócitos:12.700/µl
Neutrófilos: 7.500/ml
Eosinófilos: 200/µl
Plaquetas:350.000/µl
Hemoglobina: 15,0g/dl
VHS: 40 mm'
Aspecto Límpido
Cor Amarelo-claro pH 6,0
Proteínas +
Glicose 0
Corpos cetônicos 0
Pigmentos biliares 0
Leucócito-esterase Positiva
Hematúria 0
Nitritos Negativo Leucócitos +++
Cilindros Ausentes Hemácias Ausentes
Cristais Ausentes
Bactérias (Gram UNC) BNV UNC = urina não-centrifugada;
BNV = bactérias não-visualizadas.
Negativa

BACTERIOSCOPIA DA
SECREÇÃO ENDOCERVICAL
CULTURA DA SECREÇÃO
EM MEIO SELETIVO
PROVA DA OXIDASE
DAS COLÔNIAS

Com base nos dados clínicos e laboratoriais, propomos as seguintes questões para discussão do caso:
-> 1. Que tipos de exames devem ser solicitados para a amostra endocervical?
-> 2. Baseado na coloração de Gram, qual microrganismo deve ser o agente da infecção?
-> 3. Qual a confiabilidade do Gram para o diagnóstico desta infecção na mulher?
-> 4. Os resultados da urinálise e do parcial de urina são compatíveis com esta doença?
-> 5. Quais as exigências nutricionais e ambientais para o crescimento desta bactéria?
-> 6. Quais os meios de cultura mais indicados para o isolamento desta bactéria em amostras genitais femininas?
-> 7. Baseado na morfologia colonial, qual a provável bactéria envolvida no processo?
-> 8. Quais provas bioquímicas são necessárias para confirmar a identificação da espécie?
-> 9. Seria necessário realizar antibiograma para esta bactéria?
-> 10. Qual o agente antimicrobiano indicado para o tratamento desta infecção?
-> 11. Qual o mecanismo de virulência responsável pelos sintomas?
-> 12. Por que não foi desenvolvida uma vacina para esta infecção tão comum?
-> 13. Supondo que a paciente tenha doença inflamatória pélvica, como ela deve ter adquirido esta patologia?
-> 14. Se a paciente realmente tiver DIP, que outros microrganismos deveriam ser suspeitos?
-> 15. O uso de preservativo teria evitado a infecção?


Referências Bibliográficas: