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Caso Clínico: 18 Mes/Ano: Março-Abril/2003

QUADRO CLÍNICO:

Uma criança de 4 meses de idade foi atendida no ambulatório de Pediatria de um hospital universitário com uma história de diarréia de duas semanas. Foi prescrita rehidratação oral e mandada para casa. Uma semana depois a criança foi trazida novamente ao hospital e a mãe relatou febre, irritabilidade e vômitos, quando foi então internada. No exame físico estava irritável, temperatura de 37ºC, fontanelas normais, pulso de 180 bpm,

pressão arterial normal, pescoço flexível. Foi coletado sangue, urina e líquor para exames laboratoriais, que revelaram os seguintes resultados:


HEMOGRAMA

LÍQUOR COMPLETO
Eritrócitos: 3.450.000 /µl
Hemoglobina: 9,8 g/dl
Hematócrito: 30,0 %
VCM: 87,0 fl
HCM: 28,0 pg
CHCM: 32,6 %

Leucócitos: 9.600/µl
Bastonetes: 05 % 490 /µl
Segmentados: 35 % 3430 /µl
Linfócitos: 60% 5880 /µl


Leucócitos: 80/ml, com 75% de neutrófilos, 10% de linfócitos e 15% de monócitos
Glicose: 70 mg/dl
Proteínas: 40 mg/dl
Gram: Leucócitos +, cocos gram-negativos ++
Cultura: sem desenvolvimento de bactérias.
Pesquisa de antígenos bacterianos (látex): negativos para H. influenzae,
estreptococos do grupo B, S. pneumoniae e N. meningitidis

UROCULTURA: negativa
HEMOCULTURAS (2 amostras): negativas.
    

Foi iniciado tratamento empírico com ceftriaxona e ampicilina endovenosas, e 5 dias depois
a criança recebeu alta com prescrição de ceftriaxona intramuscular até completar 10 dias de tratamento.


Com base nos dados clínicos e laboratoriais, propomos as seguintes questões para discussão do caso:
-> 1. Como pode ser explicado o fato de terem sido vistas bactérias na coloração de Gram, sem crescimento na cultura?
-> 2. Quais os cuidados especiais a serem tomados na coleta de LCR?
-> 3. Este paciente tinha meningite?
-> 4. O que justifica a instituição da terapia empírica com antibióticos?
-> 5. Quais os microrganismos suspeitos de causarem meningite nesta faixa etária?
-> 6. Quais os prováveis implicados neste caso específico?
-> 7. Como se transmitem as infecções causadas por estes microrganismos?
-> 8. Qual a patogênese destas infecções?
-> 9. Como deve ser o tratamento e a prevenção destas infecções?
-> 10. Que outras síndromes clínicas podem ser associadas a estes microrganismos?
-> 11. Como deve ser interpretado o eritrograma deste paciente?
-> 12. Como deve ser interpretado o resultado do leucograma em relação ao resultado do LCR?
-> 13. Qual a interpretação que se dá ao resultado do LCR?


Referências Bibliográficas: