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Caso Clínico: 19 Mes/Ano: Agosto-Setembro/2003

QUADRO CLÍNICO:

Mulher de 30 anos procurou o ginecologista para realização do exame anual preventivo do câncer cervical (exame de PAPANICOLAOU), queixando-se da presença freqüente de corrimento de coloração branco-amarelada e odor fétido, que se intensificava no final do período menstrual. Relatou não ter tido relações sexuais nos últimos 6 meses e não fazer uso de drogas anticoncepcionais. Durante a consulta médica coletou-se material cérvico-vaginal para a realização do exame de Papanicolaou, e secreção vaginal para a realização da coloração de Gram, shif test (adição de KOH 10% à secreção) e teste de pH vaginal.

RESULTADOS OBTIDOS:

Shif test: presença de odor desagradável
(semelhante a odor de peixe podre).
pH vaginal: 5,9

Exame de Papanicolaou:

 
A fotografia abaixo corresponde ao
esfregaço cérvico-vaginal da paciente
após coloração de Papanicolaou.
Coloração de Gram:
A fotografia abaixo corresponde
à secreção vaginal
da paciente após coloração de Gram.



Com base nos dados clínicos e laboratoriais, propomos as seguintes questões para discussão do caso:
-> 1. Explique o aparecimento de odor desagradável no shif test após adição de KOH 10%.
-> 2. Qual a relação existente entre o aparecimento do corrimento vaginal e o término do período menstrual?
-> 3. O fato da paciente não ter tido relações sexuais nos últimos 6 meses é um dado relevante para o diagnóstico ?
-> 4. Com base nos dados clínicos, na morfologia pelo Gram e no exame de Papanicolaou, qual o microrganismo suspeito?
-> 5. Que outros testes laboratoriais podem ser realizados para auxiliar no diagnóstico?
-> 6. Somente a coloração de Gram seria suficiente para a identificação do patógeno ?
-> 7. A cultura de secreção vaginal é indicada neste caso?
-> 8. Como deve ser o tratamento e a prevenção das infecções associadas ao patógeno em questão?
-> 9. Qual a relação existente entre o pH vaginal e o aparecimento do corrimento?
-> 10.Se a paciente não fosse tratada adequadamente, o caso poderia evoluir para uma patologia mais grave?


Referências Bibliográficas:


Caso clínico gentilmente cedido pela Dra. Andrea Emília Marques Stinghen.